(Richard)
Andando por entre a multidão,
Pulando por entre os túmulos,
Com a mesma cartola e a mesma bengala,
Falando as mesmas bobagens, eu sei, eu sou.
Um outro alguém, morto como os outros, perdido na terra, como um cego no escuro.
Assistindo a televisão, dormindo naquele mesmo caixão,
Fumando o mesmo charuto e dançando a mesma valsa,
Eu sei eu sou, um outro alguém, morto como os outros, perdido na terra, como eu mesmo no mundo.
Seguindo a maré, andando sem sair do local,
Eu sou o fantasma de um outro alguém.
Essa noite fria me lembra me lembra que já não vivo mais, o que vivia, que estou morto e feliz, que não faço mais o que fazia. Só um pouco entediado, mas, melhor que ser:
Um outro alguém, morto e tedioso(ocioso) perdido como os outros em um filme sem fim.
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